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Estudo Passivo x Estudo Ativo – as 9 dicas para você aprender de verdade

Você chega ao final da matéria e não lembra do que estudou no início. Na hora da prova, você lê a questão e pensa: “já li isso em algum lugar”… mas não lembra o suficiente para resolver a questão.

Se você tem dificuldade de lembrar do que estuda, talvez o problema não seja sua a idade, o seu tempo para estudar, o seu material de estudo, nada disso. Talvez esteja na hora de rever seus métodos de estudo.

Será que você está estudando certo?

 

A verdade é que todos nós saímos da escola um pouco “viciados” em estudar errado. Estudar só de véspera, achar que só ler o material uma vez resolve ou tentar decorar a matéria, por exemplo.

Quem já não fez isso?

Na escola, esses vícios não atrapalham muito….acabamos “passando” de ano. Só que o estudo para concursos demanda uma outra postura, métodos mais eficientes de estudo.

Hoje, eu vou te explicar as diferenças entre estudo passivo e estudo ativo e porque você precisa mudar, avançando de um tipo para o outro, para o seu rendimento dar um passo à frente.

Primeiro, saiba que a grande maioria dos alunos fica no estudo passivo, por dois motivos:

  • -É a maneira mais fácil, pois cansa menos;
  • -Te dá a (falsa) impressão de que você já assimilou a matéria, “cumpriu a meta”

 

– Estudo Passivo – quando você NÃO SE ENVOLVE com os estudos

Quando estamos lendo (ou vendo videoaulas), normalmente concordamos com o que o professor está falando, e vamos só recebendo o conteúdo, tocando a matéria, acreditando que assimilando tudo.

Pode até surgir uma dúvida no meio do caminho, mas ela acaba sendo empurrada para debaixo do tapete. Sem falar quando a mente viaja para outros assuntos e continuamos passivos, sem nem perceber que algo se perdeu…

Isso acontece com você?

Ler um texto e/ou ver um vídeo é importante para entendermos uma ideia, para termos um primeiro contato com o tema, mas está longe de ser o suficiente para solidificar a matéria em nossa memória.

A nossa mente recebe muitos estímulos diariamente. Pense em quantos anúncios, programas de TV, mensagens de WhatsApp, conversas e informações que recebemos todos os dias?

Então lembre-se que apenas LER (ou VER) não significa APRENDER.

 

– Estudo Ativo – quando você SE ENVOLVE com os estudos. ­­­­

Estudo ativo
Estudo ativo

Já quando participamos ativamente da leitura ou da aula, preparando materiais, questionando, tirando as dúvidas, resolvendo as questões ou até ensinando a matéria a um colega, temos muito mais facilidade em assimilar os conteúdos.

Isso porque nossa memória trabalha com ligações (ou links), e essas informações só se fixam na cabeça se tiverem conexão com algo relevante em nossas vidas.

Mas, professor, como eu faço isso?

Ao usar os vários sentidos nos estudos, você trabalha diferentes áreas do seu cérebro, armazenando a informação com maior eficácia. É uma maneira de “dizermos” ao nosso cérebro que aquele assunto deve ser guardado com carinho, pois vai ser utilizado mais tarde…

O estudo ativo é o método que temos para estudar de forma a “memorizar” de verdade, assimilando a matéria e lembrando-se dela seis meses ou um ano depois.

Aqui vão algumas dicas para ampliar suas possibilidades com o estudo ativo:

 

1-Resolver questões

Uma das maneiras mais eficazes para solidificar o conteúdo é treinando a matéria estudada com muitas questões de concursos. É fundamental complementarmos o estudo com exercícios. Além de termos contato com as “manhas” das bancas, vamos relembrando os temas e forçando nossa cabeça a lembrar do que já estudamos.

Lembre-se de que você não precisa ver todo o conteúdo para começar a resolver questões. Quanto mais você treinar, mais vai entender como a banca se comunica e que tipo de pegadinha ela pode apresentar.

 

 2-Usar as videoaulas com moderação

Foque no material escrito sempre que possível. Ele costuma ter um conteúdo mais completo e vem na “mídia” que você precisa saber usar na hora da sua prova (sua prova não virá em vídeo, não é mesmo?).

Procure usar as videoaulas, nos seguintes casos:

  • -Quando você quiser começar uma matéria e precisa quebrar aquele gelo inicial;
  • -Quando surgir um ponto complicado da matéria e você precisar entender melhor algum conceito, principalmente aquele texto que “empacou”;
  • -Quando estiver estudando matérias com cálculos, gráficos e diagramas.

Lembre-se: você não precisa assistir a videoaulas de um conteúdo em pdf que você já assimilou. Isso é retrabalho!

 

3–Ir além do material básico de estudos

Faça resumos, anote as ideias básicas de cada parte do texto, suas dúvidas, etc. O importante é sair de uma postura passiva para se envolver mais no estudo.

Desenvolva materiais como mapas mentais, tabelas, gráficos, organogramas….

Se você tem facilidade com desenho, pode fazer seus infográficos ou quadros de citações a mão, utilizando muitas cores. Se preferir usar aplicativos, use o PiktoChart.

Com ele, você pode montar seu documento da forma que quiser, inserindo gráficos, figuras, formas e textos:  https://piktochart.com/

 

4-Dialogar com o texto, criar pequenas reflexões e perguntas sobre o conteúdo

Crie imagens mentais e sensações sobre o tema. Use a sua imaginação! Sempre que puder, tente visualizar como aquele tema funciona na prática.

Outra ideia é gravar suas leituras, como se estivesse levantando questões ou explicando para você mesmo, e escutar o áudio depois, numa caminhada, por exemplo.

 

 5-Pedir ajuda quando necessário e aprender a escutar

Aproveite os professores e amigos que você tem para pedir ajuda sempre que for necessário e não acumule dúvidas. Pedir ajuda, e principalmente saber escutar, são fatores decisivos para o seu desenvolvimento.

 

6-Ensinar para alguém o que você aprendeu.

Divida a teoria em blocos e a cada etapa concluída, pare e dê uma aula sobre o que leu. Para quem? Tanto faz. Pode ser até para você mesmo, mas fale em voz alta, pois é importante você se escutar

 

 7-Criar os hábitos regulares de estudo e as suas próprias estratégias

Crie um cronograma de estudos de acordo com o seu perfil. Separe os grupos de disciplinas, colocando as mais difíceis nos horários que você rende mais, e as mais fáceis nos horários que você rende menos. Crie intervalos realistas, de 15 a 30 minutos se considerar necessário e não estude a mesma disciplina por mais de 2hs, pois certamente você vai saturar.

 

8 – Integrar os estudos à sua vida pessoal

Sei que, na hora do descanso, você nem quer ouvir falar sobre certos temas, mas use essa tática a seu favor e pense que pode ser até divertido. Comece perguntando: “Onde esse tema se encaixa na minha vida?” Quanto mais envolver os estudos à sua vida, mais sua memória irá fixar a informação.

 

9 – Se manter focado e concentrado

Quando você estuda sem concentração, ou fazendo várias atividades ao mesmo tempo, há prejuízo em seu processo de memorização. Sabemos que é cada vez mais difícil focar com tantos estímulos à nossa volta.

Neste caso, você pode utilizar diversas técnicas para melhorar a sua concentração como, por exemplo, música e a técnica pomodoro –  temas publicados anteriormente aqui no site:


E aí? Gostou das dicas?

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Se tiver alguma dúvida, entre em contato que irei te responder.

Um grande abraço!

 

Publicado em: 1 de agosto de 2018


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