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Teoria Clássica da Administração – Resumo

A Teoria Clássica da Administração é um dos principais estudos voltados para entender o trabalho do gestor de uma empresa. Assim como, muitos dos seus conceitos ainda são utilizados no dia a dia de muitos gestores.

O fundador da Teoria Clássica é o francês Henry Fayol. Certamente, Fayol é considerado um dos pioneiros do estudo da Administração.

Henry Fayol

Antes de mais nada, Fayol era cidadão francês, mas nasceu em Istambul em 1841. Posteriormente, sua família voltou para a França e ele se formou na Escola Nacional Superior de Minas de Saint-Étienne.

Logo, um dos principais autores da área da Administração era um engenheiro!

Nesse meio tempo, criou um centro de estudos administrativos para discutir temas relacionados com a gestão de empresas. Após isso, aos 47 anos assumiu uma empresa em falência e conseguiu recuperar a companhia.

Nesse sentido, sua principal obra é “Administration Industrielle et Générale – Prévoyance, Organisation, Commandement, Ccoordination, Contrôle“, publicada em 1916.

Fayol
Henry Fayol

Teoria Clássica da Administração vs Abordagem Clássica

Inicialmente, a teoria de Henry Fayol é outra das teorias administrativas classificadas dentro do que se chama: a abordagem clássica ou a escola clássica. Do mesmo modo, teríamos também a Administração Científica e a Teoria da Burocracia como outros exemplos dessa abordagem.

Frequentemente, esse ponto costuma ser cobrado em provas. Portanto, esse é um aspecto que você precisa lembrar.

Em outras palavras, a Teoria Clássica não é o mesmo que a Escola Clássica de Administração. Logo, a Escola Clássica abrange também outras teorias.

Contexto da Teoria Clássica da Administração

Primeiramente, o contexto da teoria clássica foi o da rápida industrialização e das mudanças nas relações de trabalho decorrentes disso. Do mesmo modo, tivemos a rápida urbanização e novas tecnologias de transporte e comunicação.

Decerto, foi esse o mesmo contexto que norteou o estudo de Taylor e a sua Administração Científica.

Entretanto, o foco de Fayol foi na estrutura, na visão do gerente! Por outro lado, Taylor estava mais preocupado com a execução das tarefas, com o “chão de fábrica”[1].

Deste modo, Fayol tinha uma visão mais ampla do trabalho de “administrar” uma organização. Nesse sentido, o objetivo dele era aumentar a eficiência das empresas através de uma melhor forma de administrá-las.

Além disso, enfatizou a análise da função da estrutura organizacional. Logo, através dos estudos da departamentalização, via os departamentos como partes da estrutura da organização.

Assim sendo, foi um dos pioneiros no que se chamou de teóricos fisiologistas da administração. Portanto, o escopo do trabalho do administrador foi bastante ampliado dentro da visão de Fayol[2].

Funções Empresariais

Continuando, Fayol tinha uma visão mais abrangente das organizações. Dessa maneira, ele propôs que toda empresa pode ser dividida em seis funções.

Em outras palavras, ele descreveu seis funções empresariais que as instituições em geral devem conter[3]:

Funções básicas da Organização
Funções básicas da Organização

Contudo, para ela a função administrativa deveria coordenar as demais funções da organização. Desse modo, Fayol também se preocupou em detalhar o que seria o trabalho dos gestores.

Nesse sentido, para deixar claro o papel de coordenador do administrador ele definiu também as funções administrativas.

Funções do Administrador

Dessa forma, Fayol chamou o conjunto de atividades dos administradores de processo administrativo: as funções próprias de um administrador.

Logo, de acordo com Fayol[4] elas são:

Funções dos administradores
Funções dos administradores

Em outras palavras, cada administrador, não importando sua posição hierárquica, deveria saber utilizar cada uma destas funções administrativas em suas atividades.

Nesse sentido, as funções são usadas tanto pelo presidente, quanto por um gerente subalterno.

Atualmente, usamos praticamente os mesmos conceitos. Decerto, a única diferença está na junção das funções comandar e coordenar (que passamos a chamar de direção).

Teoria Clássica da Administração
Teoria Clássica da Administração

Princípios Gerais da Administração

Continuando, outra contribuição importante foi a criação dos princípios da administração[5].

Assim, existem na teoria clássica quatorze princípios gerais da administração[6]:

  1. Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência;
  2. Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência. Assim, a responsabilidade é uma consequência natural da autoridade e significa o dever de prestar contas;
  3. Disciplina: depende de obediência, aplicação, energia, comportamento e respeito aos acordos estabelecidos;
  4. Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior;
  5. Unidade de direção: uma cabeça e um plano para cada conjunto de atividades que tenham o mesmo objetivo;
  6. Subordinação dos interesses individuais aos gerais;
  7. Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição;
  8. Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização;
  9. Cadeia escalar: linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo da hierarquia;
  10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar;
  11. Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade dos empregados;
  12. Estabilidade do pessoal: a rotatividade do pessoal é prejudicial para a eficiência da organização;
  13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar pessoalmente seu sucesso;
  14. Espírito de equipe: a harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização.

Também, como na Administração Científica, a Teoria Clássica tem uma abordagem de sistema fechado. Desta maneira, não focava nos fatores externos da organização. Logo, sua visão era voltada para dentro da instituição.

Teoria Clássica e o Homo Economicus

Além disso, também tinha como um princípio a ideia de que as pessoas seriam motivadas através de incentivos financeiros. Ou seja, o conceito do “homo economicus” também estava presente na teoria clássica.

Entretanto, a Teoria Clássica não se preocupou com os aspectos ligados aos indivíduos. Logo, aspectos como os de comunicação, de motivação, e de liderança foram pouco tratados[7].

Enfim, somente com a Teoria das Relações Humanas esses aspectos serão abordados de forma consistente. Apesar disso, muito de seu trabalho ainda é utilizado nas empresas atualmente.


Questões sobre a Teoria Clássica da Administração

Questão da ICMBIO
Questão da ICMBIO

Antes de mais nada, a ênfase de Taylor estava na tarefa, nas atividades. Por outro lado, o foco de Fayol estava na estrutura, nas funções que eram executadas pelos administradores. De certa forma, Taylor tinha uma visão mais “micro” do problema e Fayol uma visão mais “macro”. Portanto, o gabarito é questão correta.


Questão do TCE-PR
Questão do TCE-PR

Primeiramente, cabe comentar que essa é uma questão básica da FCC. Continuando, a banca fala que os trabalhadores devem receber ordens de um gerente somente. Dessa forma, se só receberemos ordens de um chefe, o princípio seria exatamente o da unidade de comando, não é mesmo?

Assim, o gabarito é mesmo a letra A.


Questão da ICMBIO
Questão da ICMBIO

Inicialmente, a questão trata do conceito do POCCC de Fayol. Desta maneira, para Fayol as funções administrativas seriam as seguintes[8]: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.

Contudo, podemos ver que a banca deu uma “bagunçada” nos conceitos de Fayol. Por isso, o gabarito é questão errada.


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[1] (Chiavenato, Introdução à teoria geral da administração, 2011)

[2] (Rennó, 2013)

[3] (Kwasnicka, 1989)

[4] (Fayol, 1955) apud (Chiavenato, História da administração: entendendo a administração e sua poderosa influência no mundo moderno, 2009)

[5] (Certo & Certo, 2006)

[6] (Fayol, 1955) apud (Chiavenato, História da administração: entendendo a administração e sua poderosa influência no mundo moderno, 2009)

[7] (Certo & Certo, 2006)

[8] (Fayol, 1955) apud (Chiavenato, História da administração: entendendo a administração e sua poderosa influência no mundo moderno, 2009)

Publicado em: 15 de dezembro de 2020



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